quinta-feira, 26 de novembro de 2009
JOAQUIM NABUCO (5)
Joaquim Nabuco
Em
Pensamentos Soltos: Livro II.
1.
“Há máquinas de felicidade dispendiosas, que funcionam com enorme desperdício, e há outras econômicas, que, com as migalhas da sorte, criam alegria para uma existência inteira”.
4.
“A vida mais desejável é a que não causa nem inveja, nem compaixão”.
45.
“Na tolerância está a verdadeira medida da cultura, e até mesmo sua honestidade”.
59.
“A profissão de escritor merece toda a piedade.
Escrever para ganhar o pão, escrever para viver, é deformar o talento”.
90.
“Muitos talentos terão passado por insignificantes só por não terem tido a coragem da própria originalidade.
O gênio requer caráter e audácia”.
150.
“Pobres inventores!
Não passam de principiantes”.
NABUCO, Joaquim. Pensamentos Soltos. Brasília: A. N. Editora, s/data.
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Nabuco
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO (2)
VISLUMBRE
(Mário de Sá-Carneiro)
A horas flébeis, outonais--
Por magoados fins de dia--
A minha Alma é água fria
Em ânforas d'Ouro... entre cristais...
(Camarate--Quinta da Vitória.
Outubro de 1914)
SUGESTÃO
(Mário de Sá-Carneiro)
As companheiras que não tive,
Sinto-as chorar por mim, veladas,
Ao pôr do sol, pelos jardins...
Na sua mágoa azul revive
A minha dor de mãos finadas
Sobre setins...
(Paris--Agosto de 1914)
In. Revista Orpheu, Número 1(1915).
Disponível em:
http://www.gutenberg.org/files/23620/23620-8.txt
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
NOVALIS
Novalis
Em
Observações Entremescladas.
11
“A morte é uma vitória sobre si – que, como toda auto-superação, proporciona uma existência nova, mais leve e fácil”.
19
“Como pode um ser humano ter sentido para algo, se não tem o germe dele em si.
O que devo entender tem de desenvolver-se em mim organicamente – e aquilo que pareço aprender é apenas alimento, incitamento do organismo”.
28
“A suprema tarefa da formação é – apoderar-se de seu si-mesmo transcendental – ser ao mesmo tempo o eu de seu eu.
Tanto menos estranhável é a falta de sentido e entendimento completos para outros.
Sem auto-entendimento perfeito e acabado nunca se aprenderá a entender verdadeiramente a outros”.
38
“O homem consiste na verdade – Se abre mão da verdade, abre mão de si mesmo.
Quem trai a verdade trai a si mesmo.
Aqui não se trata de mentir – mas do agir contra a convicção”.
50
“Cada objeto amado é o centro de um paraíso”.
NOVALIS. Pólen. Tradução, apresentação e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho. 2ª. Ed. São Paulo: Iluminuras, 2001.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
HEIDEGGER (4)
HEIDEGGER
Em
Que é metafísica?
“Nenhum modo de tratamento dos objetos supera os outros.
Conhecimentos matemáticos não são mais rigorosos que os filosóficos-históricos.
A matemática possui apenas o caráter de “exatidão” e este não coincide com o rigor.
Exigir da história exatidão seria chocar-se contra a idéia do rigor específico das ciências do espírito.
A referência ao mundo, que importa através de todas as ciências enquanto tais, faz com que elas procurem o próprio ente para, conforme seu conteúdo essencial e seu modo de ser, transformá-lo em objeto de investigação e determinação fundante.
Nas ciências se realiza – no plano das idéias – uma aproximação daquilo que é essencial em todas as coisas.
Esta privilegiada referência de mundo ao próprio ente é sustentada e conduzida por um comportamento da existência humana livremente escolhido
Também a atividade pré e extracientífica do homem possuem um determinado comportamento com o ente.
A ciência, porém, se caracteriza pelo fato de dar, de um modo que lhe é próprio, expressa e unicamente, à própria coisa a primeira e última palavra.
Em tão objetiva maneira de perguntar, determinar e fundar o ente se realiza uma submissão peculiarmente limitada ao próprio ente, para que este realmente se manifeste”.
“Se a ciência tem razão, então uma coisa é indiscutível: a ciência nada quer saber do nada”.
HEIDEGGER, Martin. Que é metafísica? Tradução de Ernildo Stein.
Disponível em:
http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/que-e-metafisica.html
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Heidegger
sábado, 21 de novembro de 2009
GADAMER (2)
Hans-Georg Gadamer
Em
Ciência histórica e linguagem.
“Quem considera a hermenêutica importante precisa saber, antes de tudo, que é preciso escutar e que só se pode dar algo a compreender a alguém que pode escutar”.
“É somente quando nos expomos a uma contravisão possível que temos a chance de alcançarmos um âmbito para além da estreiteza de nossos próprios preconceitos”.
“Penso nas realidades poderosas, nas quais transcorre a convivência humana.
Se voltar-mos o olhar para essas realidades, então a “alegria pelo sentido”, essa “filologia” que a tudo abarca, pode parecer como um desvio de direção a um mundo de sonhos.
Só precisamos nos lembrar de que o mundo espiritual, no qual o homem procura se movimentar segundo a sua determinação mais própria, é acompanhado por um fato tão descomunal quanto o fato de a espécie humana ter inventado a guerra, algo que não ocorre de mais a mais na natureza entre seres pertencentes a uma mesma espécie, entre seres vivos de um nível de organização superior”.
“Estou completamente consciente de que a visão daquele que compreende segue com o olhar todo rastro de sentido e sempre detém esse olhar no sentido que, na irrazão do acontecimento e da história, deixa que se abra constantemente uma vez mais para ele algo assim como um horizonte de expectativa, de esperança e de não-esmorecimento”.
“Mesmo quando não escutamos apenas histórias, mas perguntamos por sua verdade histórica, mantém-se o interesse pelo reconhecimento daquilo que é humanamente possível e daquilo que realmente aconteceu”.
GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica em perspectiva. Vol. IV – A posição da filosofia na sociedade. Tradução de Marco Antônio Casanova. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
ALLAN KARDEC (2)
Allan Kardec
Em
A Gênese.
"Pelas relações que hoje pode estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, possui o homem não só a prova material da existência e da individualidade da alma, como também compreende a solidariedade que liga os vivos aos mortos deste mundo e os deste mundo aos dos outros planetas.
Conhece a situação deles no mundo dos Espíritos, acompanha-os em suas migrações, aprecia-lhes as alegrias e as penas; sabe a razão por que são felizes ou infelizes e a sorte que lhes é reservada, conforme o bem ou o mal que fizeram.
Essas relações iniciam o homem na vida futura, que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro já não é uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática.
Desde então, a morte nada mais tem de aterrador, por lhe ser a libertação, a porta da verdadeira vida”.
“Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher”.
“Somente quando praticarem a moral do Cristo poderão os homens dizer que não mais precisam de moralistas encarnados ou desencarnados.
Mas, também, Deus, então, já não lhos enviará”.
KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro da quinta edição francesa. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1995.
Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ph000018.pdf
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
BRUNO BETTELHEIM
Bruno Bettelheim
Em
A Psicanálise dos Contos de Fadas.
“Ao contrário do que diz o mito antigo, a sabedoria não irrompe integralmente desenvolvida como Atenas saindo da cabeça de Zeus; é construída por pequenos passos a partir do começo mais irracional.
Apenas na idade adulta podemos obter uma compreensão inteligente do significado da própria existência neste mundo a partir da própria experiência nele vivida.
Infelizmente, muitos pais querem que as mentes dos filhos funcionem como as suas – como se uma compreensão madura sobre nós mesmos e o mundo, e nossas idéias sobre o significado da vida não tivessem que se desenvolver tão lentamente quanto nossos corpos e mentes”.
“Para encontrar um significado mais profundo, devemos ser capazes de transcender os limites estreitos de uma experiência autocentrada e acreditar que daremos uma contribuição significativa para a vida – senão imediatamente agora, pelo menos em algum tempo futuro.
Este sentimento é necessário para uma pessoa estar satisfeita consigo mesma e com o que está fazendo.
Para não ficar à mercê dos acasos da vida, devemos desenvolver nossos recursos interiores, de modo que nossas emoções, imaginação e intelecto se ajudem e se enriqueçam mutuamente.
Nossos sentimentos positivos dão-nos força para desenvolver nossa racionalidade; só a esperança no futuro pode sustentar-nos nas adversidades que encontramos inevitavelmente”.
BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Tradução de Arlene Caetano. 16ª. Ed. São Paulo: Paz e Terá, 2002.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
MÁRIO QUINTANA (11)
SIMULTANEIDADE
(Mário Quintana)
– Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
– Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
– Eu vou me matar! Eu quero viver!
– Você é louco?
– Não, sou poeta.
NUNCA
(Mário Quintana)
Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar...
Por isso o meu verso tem
esse quase imperceptível tremor...
A vida é triste, o mundo é louco!
Nem vale a pena matar por isso.
Nem por ninguém.
Por nenhum amor...
A vida continua, indiferente!
QUINTANA, Mário. A Cor Do Invisível. Rio de Janeiro: Globo, 1989.


