quarta-feira, 9 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

MARIANO JOSÉ PEREIRA DA FONSECA (2)



Mariano José Pereira da Fonseca
(Marquês de Maricá)
Em
MÁXIMAS, PENSAMENTOS E REFLEXÕES







“O interesse explica os fenômenos mais difíceis e complicados da vida social”.

“Não é menos funesto aos homens um superlativo engenho, do que às mulheres uma extraordinária beleza: a mediocridade em tudo é uma garantia e penhor de segurança e tranqüilidade”.

“O direito mais legítimo para governar os homens é o de ser mais inteligente que os governados”.

“Os homens mais respeitados não são sempre os mais respeitáveis”.

“Na fermentação dos povos, como na dos líquidos, as escumas e impurezas sobrenadam e ficam de cima, por mais ou menos tempo, atá que descem ou se evaporam”.

“No trato da vida humana é mais importante a parcimônia nas palavras que no dinheiro”.








FONSECA, Mariano José Pereira da . MÁXIMAS, PENSAMENTOS E REFLEXÕES
Disponível em:
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/marica.pdf


Sobre o autor:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Jos%C3%A9_Pereira_da_Fonseca

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SUN TZU (3)



Sun Tzu
Em
A Arte da Guerra




(NOVE FATORES VARIÁVEIS)



17 – Há cinco qualidades negativas no caráter de um general.

18 – Se é ousado, pode ser abatido.

19 – Se é covarde, pode ser capturado.

20 – Se é exaltado, pode fazer figura de louco.

21 – Se tem um sentido de honra demasiado delicado, pode ser caluniado.

22 – Se é de natureza misericordiosa, é fácil de perturbar.

23 – Estas cinco características são falhas graves num general, e sempre calamitosas em operações militares.





TZU, Sun. A Arte da Guerra. Tradução de Pietro Nasseti. São Paulo: Editora Martin Claret, 2006.

Sobre o autor:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sun_Tzu

sábado, 5 de abril de 2008

HEGEL (3)



Hegel
Em
Estética – A Idéia e o Ideal





“Enquanto dotados de inteligência finita, impressionam-nos os objetos exteriores e interiores, observamo-los, recebemos deles uma percepção sensível, deixamo-los alcançar a nossa representação, a nossa intuição, as abstrações, até do nosso intelecto pensante que os transforma em generalidade abstrata.

O caráter finito e não livre de todas estas operações provém da consideração dos objetos como independentes.

Por esse motivo, nós vamos atrás dos objetos, deixamo-los, por assim dizer, andar e mantemos presa a nossa representação à crença nos objetos, persuadidos como estamos de que os objetos só podem ser corretamente percebidos quando nos comportamos em passividade para com eles e reduzimos toda a nossa atividade ao trabalho formal da atenção, quando permanecemos numa abstração negativa, perante o esforço da imaginação e nos despojamos de todo o preconceito, de toda a idéia preconcebida.

Entretanto, ao atribuir-se esta liberdade aos objetos, recusa-se qualquer liberdade à apreensão subjetiva.

Com efeito, o conteúdo torna-se para a última, em dado, de modo que a autodeterminação subjetiva é substituída pela simples recepção, simples percepção da objetividade existente.

Assim se pretende que a verdade só será atingida após a submissão da subjetividade”.







HEGEL, G. W. F. “Estética – A Idéia e o Ideal”. Tradução de Orlando Vitorino. In. _________ Hegel. São Paulo: Abril Cultural, 1980. (Os pensadores).

Sobre o autor:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Wilhelm_Friedrich_Hegel

OSWALDO GUAYASAMIN


Coleção Particular


TORSO DESNUDO
1998 – óleo sobre tela – 70 x 70 cm
Autor: OSWALDO GUAYASAMIN

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MANUEL BANDEIRA (11)



PARDALZINHO
(Manuel Bandeira)

O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa,
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos




NEOLOGISMO
(Manuel Bandeira)

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.






BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

MAX NORDAU



Max Nordau
Em
Harmonia Final






“É muito sensata a idéia que os hindus têm da felicidade, que eles representam sob a forma do Nirvana.

O Nirvana é o repouso absoluto; é a deliciosa tranqüilidade do espírito, que se origina quando ele deixa de ter desejos ou aspirações, quando não percebe mais fora de si próprio um só ponto que o atraia e o repila.

É estado de felicidade que o homem civilizado não pode mesmo figurá-lo a si próprio, ele que está perpetuamente em luta com um turbilhão de idéias.

Tal estado só pode ser alcançado de duas maneiras: pela ignorância absoluta, quando faltam ainda ao espírito órgãos necessários para perceber os pontos de atração e de repulsão que existem fora dele, ou pela noção absoluta, quando o espírito está tão amplo e tão altamente desenvolvido que compreenda em si tudo o que é, de sorte que fora dele não exista absolutamente mais nada que possa incitá-lo a um movimento, despertar-lhe um desejo, uma inspiração, um cuidado.

Este último estado é evidentemente para o homem ideal inacessível; ele nunca poderá chegar a possuir toda a verdade, a conciliar os fenômenos complexos com as suas leis simples e a ser um sábio absoluto aos olhos do qual a diversidade dos fenômenos universais confirma-se como racional e necessária".





NORDAU, Max. As Mentiras Convencionais da Nossa Civilização. Tradução e revisão: Joaquim de Araújo. 3a.Ed. São Paulo: Edições e Publicações Brasil Editora, 1960.

Sobre o autor:
http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Nordau

RABISCOS NO BLOCO


quarta-feira, 2 de abril de 2008

LUÍS DE CAMÕES (5)



Voltas a mote alheio. (1598)
(Luís de Camões)




Se me desta for
Eu vos levarei, amor.


Se me for, e vos deixar
(Ponho, por caso, que possa),
Esta alma minha, que é vossa,
Convosco me há de ficar.
Assi[m] que, só por levar
A minha alma, se me for,
Vos levarei meu amor.


Que mal pode maltratar-me
Que convosco seja mal?
Ou que bem pode ser tal
Que sem vós possa alegrar-me?
O mal não pode enojar-me,
O bem me será maior
Se vos levar, meu amor.





CAMÕES, Luís de. Obra Completa. Organização, introdução, comentários e anotações do Prof. Antônio Salgado Júnior. Rio de Janeiro: Companhia Aguilar Editora, 1963.

terça-feira, 1 de abril de 2008

THOREAU (4)



THOREAU
Em
Uma semana nos rios Concord e Merrimack






“A maioria das pessoas com quem converso, mesmo homens e mulheres inteligentes de certa originalidade, apresenta uma visão de mundo inteiramente previsível e seca – como é árido ouvir suas explicações, tão ressecadas que podem pegar fogo; as bordas são quebradiças e tudo se despedaça; elas colocam seus argumentos como obstáculos entre elas e você, até durante o mais curto dos diálogos; é uma estrutura arcaica e cambaleante, com todas as taboas soltas pela ação do vento.
Só falam apoiadas nesse estrado”.


“O mais sábio dos homens não se dedica a pregar doutrinas; ele não tem uma visão esquematizada; ao olhar para o céu ele não vê as vigas do telhado nem as teias das aranhas.
Ele enxerga o céu limpo.
Se é possível enxergar mais claramente do que o normal, então o meio que emprego para enxergar é o mais claro.
Imagine: olhar da terra para o céu e deparar com aquele velho esquema judaico, ainda parte fixa da paisagem?”


“Na minha curta experiência de vida humana, os obstáculos externos, se é que houve coisa assim, não têm sido homens vivos, mas sim as instituições criadas pelos mortos”.






THOREAU, Henry. Desobedecendo: Desobediência civil e outros escritos. Tradução e organização de José Augusto Drummond. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.

Sobre o autor:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_David_Thoreau