terça-feira, 19 de abril de 2011

GOOGLE 1

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.






Da importância do Google para o desenvolvimento do projeto.






Nos primórdios de nossas postagens, pensávamos que a pequena propaganda do Google, que ostentávamos com orgulho, seria a chave para o sucesso comercial fantástico que certamente teríamos. Para logo percebermos que o volume de leitores para tirar do zero nossa conta nunca seria atingido. Nossa surpresa foi o interesse e a boa vontade da equipe do Google no intuito, semelhante ao nosso, de disponibilizar conteúdo de bom nível, de uma forma palatável e não muito superficial, para os que consultavam seu mecanismo de busca.




Aos poucos, fomos percebendo mãos humanas tratando certas “entradas” geradas pelo Reflexões, em tarefas que acreditávamos seriam funções de “robots” voltados para interesses puramente comerciais.




Partindo da excelência técnica de seu pessoal, sentíamos o desenvolvimento de uma ética, em muitos aspectos, semelhante à encontrada nos meios convencionais de “produção” de conhecimento. Práticas tais como respeitar quem postou primeiro determinada informação, dentro dos requisitos aceitáveis, quando precisavam “desempatar” uma posição nas folhas de resposta, em detrimento da posição de número de leitores ou outros interesses comerciais.




Hoje em dia, a política de Google no tratamento das informações “acadêmicas” em nível global não é mistério para ninguém, mas o desenvolvimento do relacionamento entre acadêmicos e um mecanismo a principio tão voltado para o lucro imediato mostra boa vontade de ambos os lados. Podemos imaginar um grande poder para essa parceria no futuro.





Continuaremos refletindo sobre essa pequena parte do Google que tangencia nossa atividade. Afinal, quando eu passei dez dias sem postar nada, nas últimas férias, tive mais leitores que na semana anterior...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ATENÇÃO

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.






Pausa para pensar novos rumos e tentar comentar alguns aspectos destes quatro anos do Blog Reflexões.



Pensar novos rumos por sentir necessário abordar outras estratégias para tentar contribuir no estudo das relações sociedade e cultura.Tomando como base as informações obtidas na administração deste blog.



Espero que em breve tenha algo a propor neste sentido.



O Reflexão nasceu em Abril de 2007, com uma proposta não muito detalhada: “Pretendo dividir algumas reflexões e espero que os leitores mandem as suas preferidas.
Divirtam-se!”



Tentamos, através de suas edições diárias,difundir pensamentos sobre tais relações (sociedade e cultura), procurando teorizar o mínimo sobre nosso trabalho. Hoje, quando já não ligo tanto para críticas mordazes, podemos falar besteiras mais pessoais. Besteiras tais como o motivo que me convenceu a tentar fazer algo que ajudasse a aumentar o repertório de diversos colegas: o fato de ao longo de uma convivência de mais de dez anos com alunos, e até com alguns professores, que demonstravam um radical desconhecimento de muitos dos mais brilhantes estudiosos de sociedade e cultura.



Ora, se a academia gentilmente perdia seu tempo com um aluno que claramente não servia para se tornar um acadêmico, nada mais justo do que retribuir tentando aumentar o conhecimento dos colegas, futuros e atuais, da maneira mais parecida com a notação que encontrariam em aula.



Através dos mecanismos de acompanhamento dos acessos aos sites, algumas características dignas de ponderação se mostraram surpresa para mim. O número de leitores, tanto eventuais quanto regulares, que cresce constantemente no chamado “interior” do Brasil. Existem leitores de nossa língua em praticamente “todo” o mundo. Certos campeões de visitas como Marc Bloch, Abraham Moles, Theodor Adorno e muito outros que considerava “herméticos” numa primeira leitura.



Aliás, penso que a análise dos dados sobre o Reflexões mostrados nesses mecanismos de estatística (tipo Sitemeter) pode surpreender quem se interessa sobre a circulação dos estudos sobre “ciências humanas” entre a população.




Em tempo, agradeço emocionado todas as palavras de apoio recebidas e também as tentativas sinceras de que eu parasse de escrever besteira.




Mais uma vez, obrigado ao pessoal do Blogger, do Sitemeter e do Google, companheiros indispensáveis nessa aventura.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RABISCOS NO BLOCO


Postado originalmente no REFLEXÕES: Junho 2009

JORGE BEN JOR

Caramba... Galileu da Galileia


(Jorge Ben Jor) Disseram que ele não vinha, olha ele aí Disseram que ele não vinha, olha ele aí Ai, ai caramba, ai, ai caramba Ai, ai caramba, ai, ai caramba


E como já dizia Galileu na Galiléia Malandro que é malandro não bobeia Se malandro soubesse como é bom ser honesto Seria honesto só por malandragem, caramba Ai, ai caramba, ai, ai caramba Ai, ai caramba, ai, ai caramba


Diziam também que a terra era quadrada Mas ficou provada que a terra é redonda, caramba Ai, ai caramba, ai, ai caramba


Ai, ai caramba, ai, ai caramba Quem ama quer casa, quem quer casa quer criança Quem quer criança quer jardim Quem quer jardim quer flor E como já dizia Galileu, isso é que é amor E como já dizia Galileu, isso é que é amor


Ai, ai,ai Ai, ai caramba, ai ai caramba Ai, ai caramba, ai, ai caramba


Sobre Jorge Ben Jor clique http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MANUEL LUIS SALGADO GUIMARÂES (2)



Manuel Luis Salgado Guimarães

Em

O Presente do passado.

“Segundo Freud, é a lembrança de um crime primitivo perpetrado contra um chefe poderoso e autoritário, igualmente fonte de culpa e sofrimento, que estaria na base instituinte da vida coletiva, possível apenas a partir da aceitação de algumas regras.

A lembrança desse ato seria periodicamente ritualizada através de um ato coletivo, ao mesmo tempo lembrança e advertência, e assim reafirmação dos laços instituintes da sociabilidade”.


“Convocar os que foram vítimas das mais diferentes formas de silenciamento é certamente central e indispensável para a convivência em sociedade.

Reconstruir possibilidades dessa convivência em comum significa necessariamente dar voz ao silenciado, como ato de elaboração do vivido e condição de produção de presentes e futuros.

Confundir, no entanto, esses procedimentos com as tarefas de conhecimento do passado – tarefa principal do historiador no exercício de seu ofício – pode ser arriscado, demandando, por isso, de nossa disciplina cuidados especiais”.


“Revisitar o passado não pode ser desvinculado das demandas e exigências de um tempo presente e, nesse sentido, sua compreensão é também parte da inteligibilidade de uma cultura histórica que aciona experiências, imagens e atores do passado para uma contemporaneidade que busca nesse tempo que ficou para trás referências para imaginar o mundo em que vive.

Esboça-se aqui, segundo defendo, um projeto para a historiografia como campo de investigação, que articula política, cultura histórica e uma história das formas do lembrar-se”.



GUIMARÃES, Manuel Luis Salgado. O presente do passado: as artes de Clio em tempos de memória. (In.) ABREU, Martha de, SOIHET, Rachel, GONTIJO, Rebeca (orgs) Cultura Política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

Sobre Manuel Luis Salgado Guimarães clique

http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Luiz_Salgado_Guimar%C3%A3es

VOLTEI


Geribá - Armação dos Búzios -2011


sábado, 19 de março de 2011

FUI


Praia de Geribá – Armação dos Búzios – Brasil


Prezados leitores, graças a Deus faremos nossa pausa anual na beira da praia.
Foi um ano “barra pesada”, espero por férias “barra limpa”.

Divirtam-se!

GILLES LIPOVETSKY



Gilles Lipovetsky
Em
A sociedade da decepção.





“Quando a felicidade é prometida a todos e os prazeres são enaltecidos em cada esquina, a vida cotidiana está passando por uma dura prova.

Além disso, a “qualidade de vida” em todos os campos da atividade humana (vida conjugal, vida sexual, alimentação, moradia, meio ambiente, lazeres etc.) passou a ser o novo horizonte das expectativas individuais.

Quando se põe em destaque um fantasioso conceito de “carência zero” generalizante, como é possível escapar do aumento da decepção?

Quanto mais os imperativos do bem-estar e do bem-viver são fixados como meta imprescindível, mais intransitáveis se tornam as alamedas do desapontamento”.




“A sociedade hipermoderna é propriamente aquela que multiplica ao infinito as ocasiões de experiência frustrante, ao mesmo tempo que deixa de proporcionar os antigos dispositivos “institucionalizados” para debelar esse mesmo mal”.




“Com a dinâmica da individualização, cada um quer ser reconhecido, valorizado, preferido pelos demais, desejável para si mesmo e não confundido com um ser anônimo e “substituível”.

Se concedemos grande apreço ao amor, é porque, entre outras coisas, esse sentimento corresponde às aspirações narcisistas dos indivíduos, indo ao encontro da valorização de si como pessoa única e diferenciada”.




“Ao incentivar o gozo dos prazeres individuais, do bem-estar e dos lazeres, o universo consumista confiscou as portentosas plataformas revolucionárias e nacionalistas de outros tempos, erodindo o espírito militante e as grandes paixões políticas.

O antigo imaginário da consagração completa aos supremos ideais se esvaiu, deixando de servir de estímulo ou sentido para a existência”.




“Em dado momento, os homens descobrirão o lado “picante” da vida longe do hedonismo consumista, sem que a humanidade tenha de abandonar a idade democrática: organizar-se-á uma espécie de “democracia pós-consumista”.

A partir daí, será edificado um novo ideal de vida que, sem reatar com o estilo de vida ascético, abdicará da felicidade consumista enquanto eixo central e predominante da existência”.







LIPOVETSKY, Gilles. A sociedade da decepção [entrevista coordenada por Bertrand Richard]. Tradução de Armando Braio Ara. Barueri, SP: Manole, 2007. Disponível em: http://www.4shared.com/document/voy0zk8K/LIPOVETSKY_Gilles_A_sociedade_.html

Sobre Gilles Lipovetsky clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilles_Lipovetsky

sexta-feira, 18 de março de 2011

BACHELARD (8)



Gaston Bachelard
Em
A formação do espírito científico.






“As forças psíquicas que atuam no conhecimento científico são mais confusas, mais exauridas, mais hesitantes do que se imagina quando consideradas de fora, nos livros em que aguardam pelo leitor.

´´É imensa a distância entre o livro impresso e o livro lido, entre o livro lido e o livro compreendido, assimilado, sabido!

Mesmo na mente lúcida, há zonas obscuras, cavernas onde ainda vivem sombras.

Mesmo no novo homem, permanecem vestígios do homem velho”.




“Para ensinar o aluno a inventar, é bom mostrar-lhe que ele pode descobrir.

É preciso também inquietar a razão e desfazer os hábitos do conhecimento objetivo.

Deve ser, aliás, a prática pedagógica constante.

Não deixa de ter uma ponta de sadismo, que mostra com clareza a interferência do desejo de poder no educador científico”.




“Até nas horas em que a ciência exige mutações psicológicas das mais decisivas, os interesses e os instintos manifestam uma estranha estabilidade.

Os psicólogos tradicionais tripudiam então sobre nossas idéias ousadas; lembram-nos, cheios de amarga sabedoria, que é preciso mais que uma equação para mudar o coração humano e que não é em algumas horas de deliciosos êxtases que se reduzem os instintos e se suscitam novas funções orgânicas”.




“O pensamento científico moderno exige que se resista à primeira reflexão.

É, portanto, o uso do cérebro que está em discussão.

Doravante o cérebro já não é o instrumento absolutamente adequado do pensamento científico, ou seja, o cérebro é obstáculo para o pensamento científico.

Obstáculo, no sentido de ser um coordenador de gestos e de apetites.

É preciso lutar contra o cérebro”.







BACHELARD, Gastón. A formação do espírito científico. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. Disponível em: http://www.visionvox.com.br/biblioteca/b/BACHELARD,-Gaston.-A-Formação-do-espírito-científico.txt

Sobre Bachelard clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gaston_Bachelard

quinta-feira, 17 de março de 2011

ANA DE SANTANA

Barco aberto
(Ana de Santana)


Como um pão aberto
assim te ofereço
este rio em prata
sorrindo

para que te embebedes
da certeza de que
os caminhos se fazem,

como este barco
perseguido por pássaros
enfeitiçados
de todas as latitudes

salpicam da espuma
as luzes da cidade
mostrando-me como
se rompem os contornos.






VASCONCELOS, Adriano Botelho de. (Org.). Todos os sonhos – Antologia da Poesia Moderna Angolana. 2ª. Ed. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 2008. Disponível em: http://www.uea-angola.org/midia/pdf/apoesia.pdf.pdf

Sobre Ana de Santana clique
http://www.infopedia.pt/$ana-de-santana