quarta-feira, 24 de junho de 2009

PABLO NERUDA (9)



Pablo Neruda
Em
Ainda




VI

Perdão se quando quero
contar minha vida
é terra o que conto.
Esta é a terra.
Cresce em teu sangue
e cresces.
Se se apaga em teu sangue
te apagas.



XIII

Cresce o homem com tudo que cresce
e se acrescenta Pedro com seu rio,
com a árvore que sobe sem falar
por isso minha palavra cresce
e cresce;
vem daquele silêncio com raízes,
dos dias do trigo,
daqueles germes intransferíveis,
da água extensa,
do sol cerrado sem seu consentimento,
dos cavalos suando na chuva.






NERUDA, Pablo. Ainda. Tradução de Olga Savary. 2a. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1977.

2 comentários:

Anna Flávia disse...

O Neruda é um dos meus preferidos.

Eduardo P.L disse...

James, vou te confessar uma coisa: não gosto do Neruda!Não me pergunte por que. Nem eu sei!