
Coleção particular
Portrait of Philomene
1907 – óleo sobre tela – 40,64 x 42,55cm
Autora: Sonia Delaunay-Terk
Sobre Sonia Delunay-Terk cllque
http://en.wikipedi.org/wiki/Sonia_Delaunay

Coleção particular
Portrait of Philomene
1907 – óleo sobre tela – 40,64 x 42,55cm
Autora: Sonia Delaunay-Terk
Sobre Sonia Delunay-Terk cllque
http://en.wikipedi.org/wiki/Sonia_Delaunay
Aviso
(Antonio Dias Cardoso)
Não se iludam:
Eu sou um gajo magro
E até baixo
Pouco para desfazer...
Mas cuidado com o verde
A nascer
À superfície de mim
Depois de enterrado.
VASCONCELOS, Adriano Botelho de. (Org.). Todos os sonhos – Antologia da Poesia Moderna Angolana. 2ª. Ed. Luanda: União dos Escritores Angolanos, 2008. Disponível em: http://www.uea-angola.org/midia/pdf/apoesia.pdf.pdf
Sobre Antonio Dias Cardoso clique
http://en.wikipedia.org/wiki/Antonio_Dias_Cardoso
Espinosa
Em
Pensamentos Metafísicos.
“A conciliação da liberdade de nosso arbítrio com a predestinação de Deus ultrapassa a compreensão humana.
No que se refere à liberdade da vontade humana, que dissemos ser livre, também ela se conserva pelo concurso de Deus e nenhum homem quer ou faz a não ser aquilo que Deus decretou pela eternidade que quereria ou faria.
Como isso é possível, mantida a liberdade humana, é coisa que ultrapassa nossa compreensão.
E não devemos rejeitar aquilo que compreendemos clara e distintamente por causa daquilo que ignoramos.
Com efeito, conhecemos claramente, se estivermos atentos à nossa natureza, que somos livres em nossas ações e que deliberamos sobre muitas coisas apenas porque o queremos, se também estivermos atentos à natureza de Deus, percebemos clara e distintamente, como mostramos, que todas as coisas dependem dele e que só existe aquilo que foi decretado por Deus desde a eternidade.
Como a vontade humana é criada a cada momento por Deus de tal modo que se mantenha livre, também o ignoramos; com efeito, há muitas coisas que ultrapassam nossa compreensão e, contudo, sabemos que foram feitas por Deus, como por exemplo a divisão real da matéria em partículas indefinidas que demonstramos com bastante evidência, embora ignoremos de que modo essa divisão se faça.
Note-se que aqui supomos que se tenha observado que as duas noções, a do possível e a do contingente significam apenas defeitos de nosso conhecimento acerca da existência de uma coisa”.
ESPINOSA, Benedictus de. Pensamentos metafísicos. Tradução e notas de Marilena de Souza Chuaí. In. ___________ Pensamentos metafísicos; Tratado da correção do intelecto; Ética; Tratado político; Correspondência. Seleção de textos de Marilena de Souza Chuaí. Traduções de Marilena da Souza Chuaí [et al.] 2ª. Edição. São Paulo:Abril Cultural, 1979.
Sobre Espinosa clique:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_Espinosa
MARIA BETHÂNIA
(Capiba)
Maria Bethânia
Tu és para mim,
A Senhora do Engenho
Em sonhos te vejo
Maria Bethânia
És só o que eu tenho,
Quanta tristeza, sinto no peito,
Só em pensar,
Que o meu sonho está desfeito.
Maria Bethânia,
Te lembras ainda daquele São João ?
As minhas palavras,
Caíram bem dentro do teu coração,
Tu me olhavas, com emoção,
E sem querer,
Pus minha mão em tua mão.
Maria Bethânia,
Tu sentes saudades de tudo eu bem sei,
Porém, também sinto,
Saudades do beijo que nunca te dei
Beijo que vive com esplendor,
Nos lábios meus
Para aumentar a minha dor.
.
Maria Bethânia,
Eu nunca pensei acabar tudo assim,
Maria Bethânia,
Por Deus eu te peço,
Tem pena de mim,
Hoje confesso, com dissabor,
Que não sabia, nem conhecia o amor!!!
Sobre Capiba clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capiba
OMAR KHÁYYÁM
Em
Rubáyát.
4.
Que o teu saber não humilhe o teu próximo.
Cuidado, não deixes que a ira te domine.
Se esperas a paz, sorri ao destino que te fere,
não firas ninguém.
5.
Busca a felicidade agora, não sabes de amanhã.
Apanha um grande copo cheio de vinho,
senta-te ao luar, e pensa.
Talvez amanhã a lua me procure em vão.
KHÁYYÁM, Omar. Rubáiyát. Versão portuguesa de Alfredo Braga. Disponível em: http://www.alfredo-braga.pro.br/poesia/rubaiyat.html
Sobre Omar Kháyyam clique
http://en.wikipedia.org/wiki/Omar_Khayy%C3%A1m
Frederick Jackson Turner
Em
O Espírito Ocidental Contra a Natureza.
“Quanto mais sabemos sobre a história, mais simbólica ela se revela.
Os fatos, feitos e personagens individuais tendem a perder algo de suas individualidades e a se tornar cada vez mais representativos”.
“Quando o Novo Mundo foi podado e controlado de modo a que ninguém tivesse medo de se perder nele; quando mos nativos remanescentes foram desarmados e colocados em currais – só então os europeus ficaram tranquilos com a conquista da terra.
E foi nesse momento de nossa história que começamos a perceber a enormidade espiritual do que ocorrera aqui’.
“O pavor de ser tomado e controlado por espíritos malignos não se limita à civilização cristã.
Na verdade, essa pavor é geral e existe em muitas culturas que vivem em conexão íntima com o mundo natural.
Mas na civilização cristã a possessão tem uma conotação integralmente negativa, enquanto em muitas culturas nativas busca-se ativamente a possessão.
Há, em primeiro lugar, aspectos positivos nesses transes de possessão não-cristãos: o indivíduo se sente tomado por espíritos divinos e portanto age de acordo com eles.
Além disso, há um padrão mais geral e menos espetacular de buscar encontros diretos com o mundo dos espíritos no qual o indivíduo possa sentir de novo um surto primordial de sintonia e viver uma transfiguração momentânea”.
“Apesar de tudo isso, devemos lembrar que distorcemos o mundo mítico primitivo quando focalizamos esses seus aspectos mais tenebrosos, pois isso significa realçar algumas partes, alguns lugares e alguns momentos.
Independentemente dos excessos locais e temporários que podem ser atribuídos com justiça ao mito, o propósito gigantesco e geral do mito arcaico é a celebração da vida.
Depois de dissecar e julgar a loucura e as exigências cruéis do pensamento e comportamento míticos, falta ainda chegar ao coração do mito”.
TURNER, F. J. O Espírito Ocidental Contra a Natureza. Tradução: José Augusto Drummond. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
Sobre Frederick Jackson Turner clique
http://en.wikipedia.org/wiki/Frederick_Jackson_Turner
B. F. Skinner
Em
O que está errado com a vida cotidiana no mundo ocidental?
“A evolução de práticas culturais falhou, é semelhante ao que aconteceu no campo da saúde.
A espécie evoluiu num ambiente com certa temperatura e umidade médias, uma certa pureza da água, certos tipos de alimento e predadores, incluindo vírus e bactérias.
As práticas culturais mudaram vastamente isso tudo e, como a seleção natural foi lenta demais para acompanhar o ritmo, somos acometidos por muitas doenças das quais a espécie anteriormente estava livre.
O mundo no qual vivemos é, em grande parte, uma criação das pessoas – principalmente no ocidente, mas, num sentido importante, não é bem feito”.
“Os trabalhadores não trabalham “para ser pagos”, se isso quer dizer que o dinheiro que eles receberão no final da semana afeta seu comportamento durante a semana.
Trabalham para evitar serem demitidos e perderem o dinheiro que, caso contrário, receberiam.
A maior parte do tempo, simplesmente fazem o que lhes foi dito para fazer ou que concordaram em fazer”.
“O fato de que as culturas frequentemente recorrem a controle punitivo pode ser a melhor evidência que temos de que elas têm negligenciado alternativas fortalecedoras.
Uma redução no controle punitivo melhoraria a vida ainda de outra maneira.
Quando as pessoas trabalham somente para evitar perder um emprego, quando estudam somente para evitar reprovação, e tratam bem umas às outras apenas para evitar censura ou punição institucional, as contingências ameaçadoras se generalizam.
Parece sempre que deve haver alguma coisa que seria preciso estar fazendo.
Como resultado, pouquíssimas pessoas conseguem simplesmente não fazer nada.
Elas conseguem relaxar apenas com a ajuda de sedativos ou tranqüilizantes, ou através de praticarem relaxamento de maneira deliberada.
Conseguem dormir apenas com a ajuda de pílulas para dormir, das quais bilhões são vendidas no Ocidente todo ano.
As pessoas ficam intrigadas, e invejam, quando vêem outras não fazendo nada, alegremente, em países menos desenvolvidos”.
SKINNER, B. F. O que está errado com a vida cotidiana no mundo ocidental? Fonte: Skinner, B. F. (1987), What is Wrong with Daily Life in the Western World? in: Skinner, B. F. Upon Further Reflection. Englewood Clifs (New Jersey): Prentice Hall, p.15-31. Traduzido por Renata Cristina Gomes e revisado por Hélio José Guilhardi e Noreen Campbell de Aguirre. Disponível em: http://www.iaac.com.br/textos/skinner/erradovidacotidiana.pdf
Sobre B. F. Skinner clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Burrhus_Frederic_Skinner
O VERME
(Machado de Assis)
Existe uma flor que encerra
Celeste orvalho e perfume.
Plantou-a em fecunda terra
Mão benéfica de um nume.
Um verme asqueroso e feio,
Gerado em lodo mortal,
Busca esta flor virginal
E vai dormir-lhe no seio.
Morde, sangra, rasga e mina,
Suga-lhe a vida e o alento;
A flor o cálix inclina;
As folhas, leva-as o vento.
Depois, nem resta o perfume
Nos ares da solidão...
Esta flor é o coração,
Aquele verme o ciúme.
ASSIS, Machado de. Obra Completa, vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Sobre Machado de Assis clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis
C. G. Jung
Em
Memórias, Sonhos, Reflexões.
“Em última análise, só me parecem dignos de serem narrados os acontecimentos da minha vida através dos quais o mundo eterno irrompeu no mundo efêmero”.
JUNG, C. G. Memórias, Sonhos, Reflexões. Compilação e Prefácio de Aniela Jaffé. Tradução de Dora Ferreira da Silva. 12ª. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.
REFLEXÕES: Janeiro 2011 (índice)
REFLEXÕES: Abril 2011 (Divagações)
REFLEXÕES: Maio 2011 (Divagações)