sábado, 16 de junho de 2007

CHUANG TZU (4)

A MONTANHA DOS MACACOS
(Chuang Tzu)


"O Príncipe de Wu foi de barco à Montanha dos Macacos.
Logo que os macacos o viram, fugiram em pânico, e esconderam-se nos topos das árvores.
Um macaco, porém, estava inteiramente despreocupado, pulando de galho em galho – uma extraordinária demonstração!
O Príncipe atirou uma flecha no macaco, mas este, como um malabarista, pegou a flecha no ar. Com isso, o Príncipe ordenou a seus companheiros que atacassem em conjunto,
Num instante o macaco foi atingido por várias flechadas e caiu morto.
Em seguida, voltou-se o Rei para o seu companheiro Yen Pu’i:
“Viu o que aconteceu?”, disse-lhe. “Este animal exibiu a sua esperteza. Confiou em sua própria habilidade. Pensava que ninguém fosse pegá-lo. Lembre-se disto! Não confie no valor nem no talento, quando lidar com os homens.”
Quando retornaram a casa, Yen Pu’i tornou-se discípulo de um sábio, para libertar-se de tudo que o fizesse se destacar.
Renunciou a todos os prazeres.
Aprendeu a esconder toda a “diferença”.
Em breve ninguém no Reino sabia o que pensar dele.
E assim, passaram a reverenciá-lo com temor."



CHUANG TZU, considerado o maior escritor taoista de cuja existência se tem notícia, escreveu sua obra no final do período clássico da filosofia chinesa, de 550 a 250 aC.

MERTON, Thomas. A Via de Chuang Tzu. Petrópolis: Editora Vozes, 1974.

2 comentários:

Carol Rocha disse...

Esses textos me deixam com a impressão de que as pessoas que viveram antes da passagem de Cristo pela Terra eram mais sábias...

Solitária disse...

Gostei!:)

Votos de um bom Domingo e uma excelente semana.
beijinhos