sábado, 23 de junho de 2007

SUN TZU

A Arte da Guerra
(Sun Tzu)

Estudos preliminares

15 – Um general que se preocupe em empregar a minha estratégia vencerá! Conservem-no! Um general que se recuse a empregar a minha estratégia será, certamente, derrotado. Demitam-no!

16 – Uma vez consciente das vantagens dos meus planos, o general terá de criar situações para sua concretização. Por “situações”, quero dizer que deverá atuar com rapidez e de acordo com o que lhe é vantajoso para poder controlar os resultados.

17 – Todo guerreiro se baseia na simulação.

18 – Assim, o capaz se fingirá incapaz e o ativo aparentará inatividade.

19 – Quando próximo, finja estar longe; quando longe, finja estar próximo.

20 – Ofereçam-se ciladas ao inimigo e, simulando desordem, invistam sobre ele.

21 – Quando se mostra uma atitude concentrada, fazem-se preparações para o enfrentar. Evite-se o inimigo onde ele se mostrar forte.

22 – Enfureça-se o seu general confundindo-o.

23 – Aparente inferioridade e provoque a arrogância do adversário.

24 – Mantenham-no sob tensão e cansem-no.

25 – Quando estiver unido, desagregue-o.

26 – Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar.

27 – São estas as chaves para a vitória do general. Não há qualquer discussão possível.



TZU, Sun A Arte da Guerra. Tradução de Pietro Nasseti. São Paulo: Editora Martin Claret, 2006.


Sobre Sun Tzu, procurar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sun_Tzu

3 comentários:

Meg disse...

James,
primeiro que tudo, obrigada pelos votos e parabéns.
Depois, hoje estive em um almoço e meus sobrinhos (inteligentíssimos , por sinal) rs. discutiam sobre a guerra e eu dizia a eles que a guerra - como conceito - não é m´.
Filófos como Heráclito definiram a *guerra*, o conflito como "o pai de todas as coisas.
Querendo dizer, claro, que no momento histórico em que viviam, a paz (ou ausência de guerra, só levaria a acomodação e falta de progresso.
A guerra ter se tornado depois das duas Segundas Grandes Guerras - uma coisa de recursos baixos é que deviam ser evitados
(Os recursos lamentáveis e que mudaram dramaticamente o sentido da guerra são por exemplo o *NAPALM* empregado na Guerra contra o Vietnam e a bomba em Hiroshima e agora o sinônimo de guera virou terrorismo e fanatismo.
Um grande beijo e me dê sua opinião , caso queira.
Meg

james disse...

Cara mestra,
Que bom receber tanta atenção da senhora.
Não resisto a tentação de aceitar a oportunidade de “encompridar” o papo.

Parece comum se encarar a “guerra” como algo “superável” através do desenvolvimento do lado racional dos homens.

No final da década passada, escutei da boca de uma doutoranda de história social (muito estudiosa, por sinal) a afirmação de que a existência das forças armadas seria dispensável.
Sua convicção estava tão consolidada que ela não percebeu que entre os alunos havia militares da ativa das três armas (era um curso noturno de história)...
Eu procurei argumentar perguntando: - A senhora acha a diplomacia dispensável? Ela riu e tentou desconsiderar, mas completei que a diplomacia e o poder bélico sempre atuavam em dupla...

Meditando sobre esse ocorrido, percebi que a “guerra” aparecia como um “dado” nas tentativas de análise dos filósofos gregos, uma das forças da dinâmica social representada por Marte.

Os estudos da mencionada colega tinham foco nas barbaridades cometidas pelas forças armadas dos países da América do Sul, durante o ciclo de ditaduras militares do século passado, e, ao que parece, a levaram a um horror que justificaria sua visão superficial expressada em sala.

Um aspecto que acho preocupante é que os homens terminam usando tudo que inventam para usar na guerra, e parece que ainda falta usar algumas bombas muito sinistras...

Um abraço.

PS: estou na dúvida se devia publicar seta resposta no blog da senhora ou o certo era aqui mesmo...

Gepetto disse...

Viver e aprender!
Gostei das três aulas!
Texto e dois comentários.
Vou à guerra.