quarta-feira, 15 de julho de 2009

TERTÚLIA VIRTUAL: TEMA LIVRE


A MONTANHA DOS MACACOS
(Chuang Tzu)
“O Príncipe de Wu foi de barco à Montanha dos Macacos.
Logo que os macacos o viram, fugiram em pânico, e esconderam-se nos topos das árvores.
Um macaco, porém, estava inteiramente despreocupado, pulando de galho em galho – uma extraordinária demonstração!
O Príncipe atirou uma flecha no macaco, mas este, como um malabarista, pegou a flecha no ar. Com isso, o Príncipe ordenou a seus companheiros que atacassem em conjunto.
Num instante o macaco foi atingido por várias flechadas e caiu morto.
Em seguida, voltou-se o Rei para o seu companheiro Yen Pu’i:
“Viu o que aconteceu?”, disse-lhe.
“Este animal exibiu a sua esperteza.
Confiou em sua própria habilidade.
Pensava que ninguém fosse pegá-lo.
Lembre-se disto!
Não confie no valor nem no talento, quando lidar com os homens. ”
Quando retornaram a casa, Yen Pu’i tornou-se discípulo de um sábio, para libertar-se de tudo que o fizesse se destacar.
Renunciou a todos os prazeres.
Aprendeu a esconder toda a “diferença”.
Em breve ninguém no Reino sabia o que pensar dele.
E assim, passaram a reverenciá-lo com temor".


CHUANG TZU, considerado o maior escritor taoista de cuja existência se tem notícia, escreveu sua obra no final do período clássico da filosofia chinesa, de 550 a 250 AC.
MERTON, Thomas. A Via de Chuang Tzu. Petrópolis: Editora Vozes, 1974.


Esta postagem faz parte do "Tertúlias Virtuais", proposta do Varal de Idéias e do Expresso da Linha, que ocorria todo dia 15 de cada mês.

Mais participantes do Tertúlia Virtual, aqui

8 comentários:

Sandra disse...

James.
Muito interessante este texto.
Muitas vezes, nós temos que agir como o macaco, ser diferentes e agis.
Do contrário seremos atacados pela flexa. a Não ser que saibamos ser realmente bons malabartistas.
Com carinho
Sandra

Maria Augusta disse...

Verdade que as pessoas que não se mostram inspiram temor...não expõem seus pontos fracos e os outros os julgam muito fortes...serão respeitados, mas sera que serão amados?
Parabéns pelo texto, muito interessante!
Abraços.

Conceição Duarte disse...

O texto é muito inteteressante, nos faz refletir!

Um beijo e obrigada por sua visita, afinal, foi mesmo por ela, a Tertúlia que nos encontramos e ficamos... Meu carinho, CON

Francisco Castelo Branco disse...

O macaco é o melhor amigo do Homem. Porque foi dele que nós nascemos...

Nao tem nada a ver

Gostei do post. Parabens

Nanda Botelho disse...

Esse foi o autor da Arte da guerra, não é? Li umas páginas e ainda não entendo, mas gostei de vc citá-lo!

Vejamos se entendi agora...É perigosos sermos muuuuito auto confiantes, pois esquecemos de prestar atenção ao redor e terminamos sendo pegos! Ego inflado é um risco!

Bjão! E obrigada pela visita!

Eduardo P.L disse...

James,

tardei chegar! Ontem foi uma loucura! Só hoje estou podendo visitar um por um dos blogs participantes! Agradeço a sua postagem, sempre aberta a REFLEXÕES!

Forte abraço

Compondo o olhar ... disse...

lindo... um texto muito bonito que nos leva a refletir sobre como estamos levando nossas vidas... parabéns!!!
pena que esta seja a última tertulia, mas com ela fica a amizade e o carinho que ela nos proporcionou a todos nós!!! aguardamos novos projetos destes amigos incriveis...

bjocas

ps: tbm participo.

Eduardo Santos disse...

Olá amigo. Um conto interessante e uma boa forma de dizer adeus, esperemos que seja um adeus com alguma brevidade, pois as tertúlias eram ocasiões para excelentes conhecimento mútuo. Tudo de bom amigo.