domingo, 28 de fevereiro de 2010

APOIO URGENTE

Quatro pesos-pesados da tradução literária no brasil - heloisa jahn, jorio dauster, ivone benedetti e ivo barroso - numa generosa iniciativa de solidariedade juntaram esforços e redigiram um manifesto sobre o processo da landmark contra Denise Bottmann e o blog “nãogostodeplágio”.

Encontra-se em http://apoiodenise.wordpress.com/, e os dispostos a subscrevê-lo encontram o link do abaixo-assinado no próprio apoiodenise ou diretamente em http://www.petitiononline.com/Bottmann/petition.html

sábado, 27 de fevereiro de 2010

KRISHNAMURTI (3)



Krishnamurti
Em
A Arte de Viver.





“A inteligência não é coisa pessoal, nem o produto da argumentação ou da crença, opinião, discussão.
A inteligência sucede quando o cérebro descobre a sua falibilidade e descobre aquilo de que é ou não capaz”.




“Ao transformar a si próprio transformará o outro, porque você é o outro.
Para se ir longe temos de começar perto; você é o mais perto”.




“A inteligência não consiste na busca de argumentação arguta, opor contradições e opiniões – como se através de opiniões fosse possível encontrar a verdade – o que não é o caso.
Consiste, isso sim, em perceber que a atividade do pensamento, com todas as suas capacidades e sutilezas, a sua extraordinária e incessante atividade não significa inteligência”.




“A nossa mente é o resultado de séculos e séculos de propaganda.
Temos sido moldados pelas circunstâncias e pelas nossas inclinações e tendências.
Somos um produto do tempo – foi no tempo que nossa mente amadureceu, se desenvolveu e evoluiu do animal para o seu estágio atual”.




“Existe um pensar resultante do completo esvaziamento da mente; por ser destituído de centro, este vazio representa a ação do infinito.
Daí surge a verdadeira criação, diferente de toda a criação humana”.










KRISHNAMURTI, Jiddu. Antologia: A Arte de Viver. Sem indicação de tradutor. Disponível em:
http://www.scribd.com/doc/17444954/Krishnamurti-A-Arte-de-Viver

Sobre Krishnamurti clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti

RABISCOS NO BLOCO


Postado originalmente no REFLEXÕES: Março 2008

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ÁLVARES DE AZEVEDO (2)



Si eu morresse amanhã
(Álvares de Azevedo)



Si eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria,
Si eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas,
Si eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito,
Si eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora,
A ânsia de glória, o doloroso afã...
A dor no peito emudecera ao menos,
Si eu morresse amanhã!...







WERNECK, Eugênio. Antologia brasileira: coletânea em prosa e verso de escritores nacionais.
Disponível em:
http://books.google.com/books?id=z7lVAAAAMAAJ&printsec=frontcover&dq=antologia+Eugenio+Werneck&hl=pt-BR&cd=1#v=onepage&q=&f=false


Sobre Álvares de Azevedo clique
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MARGARET MEAD



Margaret Mead
Em
O Padrão do Lazer na Cultura Americana Contemporânea.





“A experiência de muitos tipos diferentes tem mostrado que os pessimistas estão certos, que os afrouxamentos das relações entre o tempo gasto no trabalho e o tempo gasto no lazer frequentemente resultam em tédio, apatia, tentativas frenéticas de preencher o tempo, bebida demais, promiscuidade, jogo, dirigir sem cuidado, etc.

Os lucros merecidos não são lucros morais, e assim há uma tendência a gastá-los de formas que são rotuladas como imorais ou, ao menos, como futilidades”.




“O prazer recente dos jovens pais com seus bebês é outro padrão intrinsecamente recompensador que nenhuma grande civilização permitiu a seus jovens mais privilegiados.

A alegre companhia de uma família numerosa, vivendo numa casa pequena, com um carro e dois cachorros, tem muitas formas de repetir o tédio, a apatia e a necessidade de distrações”.




“É evidente que toda a questão de recreação, que dá apenas um valor instrumental para a alegria, precisa de uma espécie de revisão.

Precisa ser uma revisão que tornará os membros de uma sociedade – em que o prazer da eficiência em alto nível deveria agora substituir a obstinada boa vontade de trabalhar muitas horas em troca de recompensas bastante limitadas – capazes de integrar as horas mais curtas de trabalho e os novos e absorventes rituais domésticos de alguma forma global em que essas sequências antiquadas, herança de uma idade de escassez, possam ser superadas”.







MEAD, Margaret. “O Padrão do Lazer na Cultura Americana Contemporânea”. In. RUITENBEEK, H. (org.) O Dilema da Sociedade Tecnológica. Tradução de Wamberto Hudson Ferreira. Petrópolis: Vozes, 1971.

Sobre Margaret Mead clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Mead

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

JAMES HARVEY ROBINSON (3)

James Harvey Robinson
Em
A Formação da Mentalidade.





“Temos de cuidar duma profunda reconstrução do nosso espírito, com a mira posta na compreensão da verdadeira natureza humana, sua conduta e organização.

Temos de examinar de novo os fatos, com a maior penetração crítica, sem paixão, e deixar que desse exame surja a nossa filosofia.

O que fazemos hoje é, primeiro, adotar uma filosofia e depois, torcer os fatos para ajustá-los a essa filosofia.

Experimentemos o processo contrário, como fizeram os grandes obreiros da ciência experimental; primeiro, encarar os fatos como os temos; depois, deixar que deles surjam uma nova filosofia”.




“A inteligência, numa criatura de rotina como o homem, e num universo tão mal compreendido como o nosso, tem, para dar passo à frente, de romper corajosamente com o passado”.







ROBINSON, James Harvey. A Formação da Mentalidade. Tradução de Monteiro Lobato. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1940.

Sobre James Harvey Robinson clique no linque abaixo:
http://en.wikipedia.org/wiki/James_Harvey_Robinson

MAMÃE EU QUERO (2)




Carmem Miranda no filme Serenata Tropical (1940)

MAMÃE EU QUERO (1936).

Composição: Jararaca (José Luis Rodrigues Calazans) e Vicente Paiva

Sobre Mamãe eu Quero:
http://jamesemanuel.blogspot.com/2008/02/mame-eu-quero.html

Sobre Serenata Tropical:
http://carmen.miranda.nom.br/cm_filmamer.htm

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MÁRIO CESARINY



Todos por um
(Mário Cesariny de Vasconcelos)



A manhã está tão triste
que os poetas românticos de Lisboa
morreram todos com certeza.

Santos
Mártires
e Heróis

Que mau tempo estará a fazer no Porto?
Manhã triste, pela certa.

Oxalá que os poetas românticos do Porto
sejam compreensivos a ponto de deixarem
uma nesgazinha de cemitério florido
que é para os poetas românticos de Lisboa não terem de
recorrer à vala comum.






Poesia Surrealista Portuguesa. Disponível em:
http://www.scribd.com/doc/14543657/Poesia-Surrealista-Portuguesa

Sobre Mário Cesariny de Vasconcelos clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Cesariny

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

GILLES DELEUZE



Gilles Deleuze
Em
Lógica do Sentido.




“São os acontecimentos que tornam a linguagem possível.

Mas tornar possível não significa fazer começar.

Começamos sempre na ordem da palavra, mas não na da linguagem, em que tudo deve ser dado simultaneamente, em um golpe único.

Há sempre alguém que começa a falar; aquele que fala é o manifestante; aquilo de que se fala é o designado; o que se diz são as significações.

O acontecimento não é nada disto: ele não fala mais do que dele se fala ou do que se o diz.

E, no entanto, ele pertence de tal forma à linguagem, habita-a tanto que não existe fora das proposições que o exprimem.

Mas ele não se confunde com elas, o expresso não se confunde com a expressão.

Não lhe preexiste, mas lhe pré-insiste, assim, lhe dá o fundamento e condição.

Tornar a linguagem possível significa isto; fazer com que os sons não se confundam com as qualidades sonoras das coisas, com o burburinho dos corpos, com suas ações e paixões.

O que torna a linguagem possível é o que separa os sons dos corpos e os organiza em proposições, torna-os livres para a função expressiva.

É sempre uma boca que fala; mas o som cessou de ser o ruído de um corpo que come, pura oralidade, para tornar-se a manifestação de um sujeito que se exprime”.






DELEUZE, Gilles. Lógica do Sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 1974.

Sobre Gilles Deleuze clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilles_Deleuze

sábado, 20 de fevereiro de 2010

OLAVO BILAC (3)



LÍNGUA PORTUGUESA
(Olavo Bilac)



Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o tom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”,
E em Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!







BANDEIRA, Manuel. Antologia dos Poetas Brasileiros. Poesia da Fase Parnasiana. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, s/data.

Sobre Olavo Bilac clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_Bilac