sábado, 29 de novembro de 2008

JOHN STUART MILL (2)



John Stuart Mill
Em
Da Liberdade.







“Aquele que deixa o mundo ou sua própria porção dele moldar-lhe o plano de vida não tem necessidade de qualquer outra faculdade senão a de imitação, como os macacos.

Quem escolhe para si o próprio plano faz uso de todas as faculdades.

Tem de empregar a observação para ver, o raciocínio e o julgamento para prever, a atividade para reunir materiais para decisão, discriminação para decidir, e quando decidiu, firmeza e autocontrole para manter a decisão deliberada”.




“Espíritos não originais não podem sentir a utilidade da originalidade.

Não são capazes de perceber que importância poderá ter para eles: como lhes seria possível?

Se pudessem perceber o que faria por eles, deixaria de ser originalidade.

O primeiro serviço que pode prestar é abrir-lhes os olhos: o que, uma vez inteiramente conseguido, dar-lhes-ia uma oportunidade de serem por sua vez originais”.




“A média geral dos homens é não só moderada em inteligência, como também em inclinações; não têm gostos ou desejos bastante fortes para incliná-los a fazer algo desusado, e em conseqüência não compreendem os que os têm, classificando todos estes como desmiolados e descomedidos, que estão acostumados a desprezar”.






MILL, John Stuart. Da Liberdade. Tradução de E. Jacy Monteiro. São Paulo: IBRASA, 1963.

Sobre o autor:

http://en.wikipedia.org/wiki/John_Stuart_Mill

3 comentários:

Cadu Oliveira disse...

Mais uma excelente postagem!

Ler seu blog me faz bem. E é claro. Sempre ótimos autores.

Um abraço.

Sei que existes disse...

Por vezes fico impressionada com as tuas leituras!:)
Beijo grande

Entre "aspas" disse...

Uma excelente postagem, com palavras muito verídicas,muitas vezes o ser humano não tem capacidade de interagir em simultaneo com as suas faculdades,por vezes deturpa-as pela negativa.
Bom Domingo amigo
Bjs Zita