sábado, 14 de maio de 2011

UM PASSO A FRENTE

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.








O terceiro autor que vamos lembrar, na exposição de exemplos de pensadores que nos impressionaram, é um dos nossos campeões de postagens (sete), Ernst Cassirer.
Encontramos regularmente consulentes do Google buscando, genericamente, “idéias ou pensamentos de Cassirer”, parecendo que ainda é pouco conhecido.


Primeiramente, trechos de Antropologia Filosófica:


“A compreensão da vida humana é o tema geral e o objetivo final do conhecimento histórico”.


“A história é uma história de paixões; mas se tentar ser apaixonada, deixará de ser história”.


“Existem coisas que, pela sua sutileza e infinita variedade, desafiam todas as tentativas de análise lógica.
E se há alguma coisa no mundo que precisamos tratar desta segunda maneira, é o espírito do homem.
O que caracteriza o homem é a riqueza e a sutileza, a variedade e a versatilidade de sua natureza”.


CASSIRER, Ernst. Antropologia Filosófica. Tradução de Vicente Felix de Queiroz. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1972.




De Linguagem e Mito, lembramos um trecho que faz uma síntese fascinante de toda uma filosofia:



“Em lugar de medir o conteúdo, o sentido e a verdade das formas intelectuais por algo alheio, que deva refletir-se nelas mediatamente, cumpre descobrir, nestas próprias formas, a medida e o critério de sua verdade e significação intrínseca.

Em lugar de tomá-las, como meras reproduções, devemos reconhecer, em cada uma, uma regra espontânea de geração, um modo e tendência originais de expressão, que é algo mais que a mera estampa de algo de antemão dado em rígidas configurações do ser.

Deste ponto de vista, o mito, a arte, a linguagem e a ciência aparecem como símbolos: não no sentido de que designam na forma de imagem, na alegoria indicadora e explicadora, um real existente, mas sim, no sentido de que cada uma delas gera e parteja seu próprio mundo significativo.”


CASSIRER, E. Linguagem e Mito. Tradução: J. Guinsburg e Miriam Schnaiderman. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972.




Lembramos que nas postagens originais temos indicação para dados biográficos do autor.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

OUTRO DO HIT-PARADE

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.












Nosso segundo sábio, Gastón Bachelard, aparece primeiro com dois trechos de “A Poética do Espaço”, onde brinca com a realidade e a imaginação:


“Para um estudo fenomenológico dos valores da intimidade do espaço interior, a casa é, evidentemente, um ser privilegiado, sob a condição, bem entendido, de tomarmos, ao mesmo tempo, a sua unidade e a sua complexidade, tentando integrar todos os seus valores particulares num valor fundamental.
A casa nos fornecerá simultaneamente imagens dispersas e um corpo de imagens. Num e noutro caso, provaremos que a imaginação aumenta os valores da realidade”.



“Pois a casa é nosso canto do mundo. Ela é, como se diz freqüentemente, nosso primeiro universo. É um verdadeiro cosmos. Um cosmos em toda a acepção do termo.
Até a mais modesta habitação, vista intimamente, é bela.
Os escritores de “aposentos simples” evocam com freqüência esse elemento da poética do espaço. Mas essa evocação é sucinta demais. Tendo pouco a descrever no aposento modesto, tais escritores quase não se detêm nele. Caracterizam o aposento simples em sua atualidade, sem viver na verdade a sua primitividade, uma primitividade que pertence a todos, ricos e pobres, se aceitarem sonhar”.


BACHELARD, Gaston. Bachelard: O Novo Espírito Científico/ A Poética do Espaço. Tradução: Remberto Francisco Kuhnen, Antônio Costa Leal e Lídia do Valle Santos Leal. São Paulo: Nova Cultural, 1988. (Os pensadores).






E, ainda, nesta reflexão de A Psicanálise do Fogo:



“O fogo e o calor fornecem meios de explicação nos mais diversos campos, pois facultam-nos o ensejo de recordar coisas imorredouras, experiências pessoais simples e decisivas.

O fogo é, portanto, um fenômeno privilegiado que pode explicar tudo.

Se aquilo que se modifica lentamente se explica através da vida, o que se modifica depressa é explicado pelo fogo.

O fogo é ultravivo.

O fogo é íntimo e universal.

Vive no nosso coração.

Vive no céu.

Sobe das profundezas da substância e oferece-se como o amor.

Volta a tornar-se matéria e oculta-se, latente, contido, como o ódio e a vingança.

Entre todos os fenômenos, é ele o único que pode aceitar as duas valorações opostas: o bem e o mal.

Brilha no Paraíso.

Arde no Inferno.

É doçura e tortura.

É cozinha e apocalipse.

É prazer para a criança que se senta com juízo à lareira; no entanto, castiga qualquer desobediência de quem pretende brincar demasiado perto das chamas.

É bem-estar e respeito.

É um deus tutelar e terrível, bom e mau.

Pode contradizer-se: é portanto um dos princípios de explicação universal”.







BACHELARD, Gaston. A Psicanálise do Fogo. Tradução de Maria Isabel Braga. Lisboa: Litoral Edições, 1989.



Informações biográficas nas postagens originais.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CERTAS POSTAGENS

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.






Os textos em prosa que dominaram as primeiras postagens do blog eram trechos de autores clássicos, aqueles que todo mundo já ouviu uma citação.

Depois, começamos a introduzir autores que deveriam ser populares, mas que naquela altura praticamente não se encontrava nada no Google, p. ex: François, Duque de La Rochefoucauld, hoje com muitos linques com citações e dados bibliográficos na rede.

Numa fase posterior, procuramos autores mais atuais que, apesar de consagrados entre seus pares, não tinham suas reflexões ao alcance da maioria. Já então nos direcionando para os textos que havíamos estudado no curso de história (sociedade e cultura).


Resolvi relembrar quatro destes autores, seguindo um critério de mera admiração pelas suas capacidades para a reflexão, para mim dignas de um Montaigne, um Epicteto, um Salomão, ou qualquer dos chamados monstros sagrados do pensamento.

Cada um destes autores apareceu em mais de uma postagem, indexadas com o número (1); (2); etc. como pode ser visto no índice por autores (na coluna lateral direita).
Nas referidas postagens aparece um link para um site com dados sobre o autor.

Escolhi os quatro para darem um “gostinho” do nível de reflexão que encontramos em seus trabalhos, afirmando que não são os únicos, e que volta e meia encontro outro do mesmo nível.
A ordem de apresentação, não quer indicar nenhum critério de preferência.


Meu objetivo, com a presente postagem, é dividir com o leitor o meu crescente entusiasmo, diante do fato da capacidade de reflexão continuar viva, parecendo que basta cultivá-la.

Vamos aos quitutes

.

Bronislaw Baczko, em seu ensaio “Imaginação Social”, publicado na Enciclopédia Einaudi,tece reflexões preciosas, Tais como:


“A mitologia que nasce a partir de determinado acontecimento sobreleva em importância o próprio acontecimento".


“Como já indicamos, os bens simbólicos que as sociedades produzem não são ilimitados.
Ora, a legitimidade do poder é um bem particularmente raro e asperamente disputado. Constitui, muito em especial, o objeto dos conflitos e lutas entre dominantes e dominados".


“Os sistemas simbólicos em que assenta e através do qual opera o imaginário social são construídos a partir da experiência dos agentes sociais, mas também a partir dos seus desejos, aspirações e motivações.
Qualquer campo de experiências sociais está rodeado por um horizonte de expectativas e de recusas, de temores e de esperanças".



“A influência dos imaginários sociais sobre as mentalidades depende em larga medida da difusão destes e, por conseguinte, dos meios que asseguram tal difusão.
Para garantir a dominação simbólica, é de importância capital o controle destes meios, que correspondem a outros tantos instrumentos de persuasão, pressão e inculcação de valores e crenças”.





Lembramos que nas postagens do Baczko tem um linque para informações sobre o mesmo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

AÇÃO AFIRMATIVA

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.







A Oportunidade de acesso ás questões dirigidas ao Google, acompanhadas dos linques sugeridos, que o Sitemeter reproduz quando mostra como o consulente chegou ao Reflexões, me fez refletir sobre o valor relativo de pequenas idéias para uma grande causa.

Acredito que o Google, ao tentar interpretar palavras escritas erradamente e mesmo trechos que estão “montados” em desacordo com expressões famosas, sugerindo um ou mais substitutos para a expressão a ser consultada, ou para a palavra mal escrita, faz literalmente o que chamam de “ação afirmativa”.

Dentro do esforço para a “inclusão digital”, esta característica do Google deveria ser destacada para os alunos de todas as classes.
Quem já freqüentou salas de aula, sabe que, geralmente, quem fala errado, pergunta cada vez menos. Na proporção em que percebe a posição geralmente adotada de competição e escárnio dos alunos e até de certos professores inseguros.

Ao disponibilizar um meio para a pessoa procurar o conhecimento, enquanto ferramenta para a ascensão de grupos, sem correr o risco de ser humilhado, por certo receberá toda a atenção na leitura das sugestões. É como se na hora em que fosse perguntar alguma questão ao mestre, todos os seus colegas “muy amigos” ficassem surdos temporariamente.

Pretendia reproduzir exemplos de alguns absurdos resolvidos, mas talvez se transformassem em apenas motivo para diversão dos “eruditos sarcásticos”., e o assunto é sério.
Por outro lado, tenho certeza que o doutor aí, na pressa, já pulou uma letra na questão ao Google, já conhecendo, assim, como aparece na folha de linques de resposta.

sábado, 7 de maio de 2011

ARTEDUCA 2011



Arteduca 2011 - Inscrições abertas

Destinado à formação de professores e profissionais da educação, de qualquer área de conhecimento para o planejamento e implementação de projetos de pesquisa relacionados com a arte e a cultura.


INFORMAÇÕES SOBRE O CURSO
Características do Curso

A DISTÂNCIA - com uso do ambiente virtual de aprendizagem do Grupo Arteduca, baseado na plataforma MOODLE.
MODULAR - conforme programa apresentado
NÍVEL DE FORMAÇÃO - especialização
CERTIFICAÇÃO - emitida pela Universidade de Brasília (UnB), que é credenciada pelo MEC para a oferta de cursos a distância (Portaria MEC nº 4.055/2003).
PÚBLICO-ALVO - professores e profissionais graduados, de qualquer área de conhecimento, que atuem na educação básica ou superior.
Carga Horária: 580h


CALENDÁRIO

INSCRIÇÕES: 01/5/2011 a 17/5/2011


UNIVERSIDADE DE BRASÍLIAINSTITUTO DE ARTESGRUPO ARTEDUCACAMPUS UNIVERSITÁRIO DARCY RIBEIRO - SG-1CAIXA POSTAL 4432CEP 70910-900BRASÍLIA – DF

sexta-feira, 6 de maio de 2011

RENASCIMENTO

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.








A velocidade de transformação do conteúdo da Internet leva quem tenta intermediá-lo com os diversos públicos-alvo a estar sempre alerta.
Nos primeiros tempos do Reflexões, nosso cuidado era de sempre apresentar a referência bibliográfica do texto citado, procurando que ela fosse escrita de modo formalmente aceitável – sempre citando o responsável pela tradução, por exemplo - e só não citando o número das páginas citadas, para obrigar algum “malandro” de plantão a pelo menos folhear o livro antes de copiar e colar.

O panorama está mudando com o desenvolvimento acelerado de sites onde são digitalizados, armazenados e disponibilizados textos para nosso acesso. Tanto ferramentas só para este fim, quanto universidades e bibliotecas, ao liberalizar seus conteúdos, estão fazendo com o livro impresso algo similar ao que o mp3 fez com os “CDs de música” de antigamente.

Nossa rotina de toda semana, correr os “sebos” da cidade em busca de nossa matéria prima, foi, pouco a pouco, sendo mudada.
Entre abril de 2007 e março de 2009, praticamente nenhum texto citado foi indicado como disponível.

Desde – novembro e dezembro de 2010 – o número de textos referidos em nossas postagens em disponibilizados na rede já era maior do que os de não-disponibilizados.
Se esperávamos ampliar o repertório de reflexões, estamos assistindo uma multiplicação de bibliotecas. Nada mal.

Por exemplo:

Em 20 de março de 2008, postei um poema de Gilka Machado, Amei o Amor, que havia lido em uma coletânea de 1952 e gostava muito.
Desde então vinha procurando em todos os sebos que frequentava, um livro, qualquer livro, de Gilka Machado.
Os funcionários anotavam, me davam falsas promessas, e pronto.

Eis que em outubro de 2010, navegando para outros rumos, encontro diversos livros daquela autora no site brasiliana.usp.br

http://www.brasiliana.usp.br/node/503

Vamos concluir apreciando Amei o Amor?

AMEI O AMOR
(Gilka Machado)


Amei o Amor, ansiei o Amor, sonhei-o
uma vez, outra vez (sonhos insanos)!...
e desespero haja maior não creio
que o da esperança dos primeiros anos.

Guardo nas mãos, nos lábios guardo em meio
do meu silêncio, aquém dos olhos profanos,
carícias virgens, para quem não veio
e não virá saber dos meus arcanos.

Desilusão tristíssima, de cada
momento, infausta e merecida sorte
de ansiar o Amor e nunca ser amada!

Meu beijo intenso e meu abraço forte,
com que pesar penetrareis o Nada,
levando tanta vida para a Morte...





LOUSADA, Wilson. Cancioneiro do Amor: os mais belos versos da poesia brasileira. Simbolistas e contemporâneos. Seleção e notas: Wilson Lousada. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1952.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CONTEÚDO 2

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.




Ao longo do desenvolvimento do blog, fomos ampliando o número de suportes para o que entendíamos como reflexões.
Chegando basicamente aos seguintes: textos em prosa; textos em poesia; obras de arte (com foco em pinturas envolvendo a figura humana); vídeos (todos retirados do Youtube) e meus rabiscos pessoais.
Quanto aos tais rabiscos, para quem não vê neles reflexão alguma, servem para mostrar a um psicólogo quando quiserem confirmar minha loucura.

Pela minha atividade envolvendo basicamente textos escritos, as postagens que me dão maior prazer, atualmente, são as que envolvem a busca por “reflexões centrais”, as tais que justificam todo o papo formal da atual construção dos textos de “conhecimento”.
Comentarei algumas destas últimas em outra(s) postagem (gens).

Os textos em poesia costumam ter um bom desempenho no número de leitores, sendo que uma dessas reflexões em poesia bateu “recordes de audiência” e continua muito visitada, este pequeno poema de Mário Quintana, postado em julho de 2007:

DA ETERNA PROCURA
(Mario Quintana)

Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.


QUINTANA, Mario Quintana de Bolso. Porto Alegre: L&PM, 1997.




Um exemplo de postagem usando uma pintura e seu autor, que tem acessos regulares desde que foi postada, é a tela de José Campeche: “El niño Juan Pantaleón Avilles de Luna Alvarado”.







El niño Juan Pantaleón Avilés de Luna Alvarado
1808 – óleo sobre tela – 70,2 x 66,2 cm
Autoria de: JOSÉ CAMPECHE
Colección del Instituto de Cultura Puertorriqueña

Em todas as postagens de quadros procuramos incluir as dimensões, a técnica, o ano de realização, onde pode ser encontrado, além de alguma informação sobre seu autor.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PERMANÊNCIA

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.







Uma forma de avaliar a “permanência” de uma postagem é consultarmos o linque Entry Pages Ranked by Visits, onde aparece a lista das 20 postagens que mais serviram de porta para o blog.
Indicando a quantidade de visitas, o mês e ano de postagem e o linque para cada uma dessas postagens mais visitadas recentemente.
Quando o registro se refere a “home”, com a últimas postagens, temos apenas o endereço do Reflexões (no exemplo abaixo corresponderia ao que está em primeiro lugar neste ranking, com 1321 das últimas páginas de entrada).


Pela transcrição do relatório para 4 de maio de 2011 as 8:30 hs, podemos ter uma visão geral das postagens que estão mais ativas atualmente:

REFLEXÕES
Entry Pages Ranked by Visits
Entry Page
1321 http://jamesemanuel.blogspot.com/
166 http://jamesemanuel.blogspot.com/2007/12/marc-bloch.html
89 http://jamesemanuel.blogspot.com/2008/05/orao-so-jorge.html
57 http://jamesemanuel.blogspot.com/2007/09/michel-de-certau.html
49 http://jamesemanuel.blogspot.c...los-drummond-de-andrade-4.html
42 http://jamesemanuel.blogspot.c...2009/03/sandro-botticelli.html
41 http://jamesemanuel.blogspot.com/2007/08/alan-watts-4.html
40 http://jamesemanuel.blogspot.com/2008/04/hipcrates.html
39 http://jamesemanuel.blogspot.com/2009/06/victor-turner.html
38 http://jamesemanuel.blogspot.c...2007/11/manuel-bandeira-8.html
36 http://jamesemanuel.blogspot.c...08/10/etienne-de-la-botie.html
33 http://jamesemanuel.blogspot.com/2008/11/filolau.html
31 http://jamesemanuel.blogspot.com/2008/11/alfredo-volpi.html
30 http://jamesemanuel.blogspot.com/2007/10/chuang-tzu-6.html
30 http://jamesemanuel.blogspot.com/2009/06/franz-boas.html
28 http://jamesemanuel.blogspot.com/2009/05/jurgen-habermas.html
25 http://jamesemanuel.blogspot.com/2009/12/ernst-fischer.html
24 http://jamesemanuel.blogspot.c...007/09/vinicius-de-moraes.html
19 http://jamesemanuel.blogspot.c...el-luiz-salgado-guimaraes.html



Alguns dados que lemos nessa lista ajudam a compreender a dinâmica do peso de certas postagens ou tipo de postagens no conjunto dos procurados pelos leitores.

Por exemplo: a postagem de Marc Bloch, de 2007, ocupa a segunda colocação, só perdendo para quem procura o Reflexões diretamente.

Curiosamente, a postagem mais solicitada depois de Bloch é a da Oração de São Jorge. Talvez ainda mais curiosamente, a que a segue em número de solicitações é a de Michel de Certeau (também de 2007).

Registro a satisfação de encontrar nessa lista de bem frequentados, ainda que em último lugar, a postagem do Prof. Dr. Manoel Luiz Salgado Guimarães sobre o “projeto de história nacional”, de julho de 2010.

terça-feira, 3 de maio de 2011

CONTEÚDO 1

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.







A “mania” de escrever reflexões junto com “rabiscos” em blocos de desenho me acompanha desde a década de setenta.
Quando gostava de alguma “reflexão”, registrava em um bloco onde aproveitava para depositar meus rabiscos. Reflexões, aí, eram sempre máximas sobre a vida.

O blog Reflexões começou neste mesmo modelo, fazendo acompanhar os textos com os tais rabiscos digitalizados.

Quando já estavam rareando as tais máximas preferidas, me veio a idéia de procurar nas obras que tinha recém estudado (graduação e mestrado de história) trechos que correspondessem a estas reflexões.

Mudava todo o enfoque.
Agora eu procurava reflexões dos autores que justificavam aquele seu determinado trabalho, e meus indicadores de desempenho mostravam que deu muito certo.

Em 10 de dezembro de 2007, postei um trecho de Marc Bloch que teve um desempenho surpreendente, tanto no Google quanto no Sitemeter. Vamos lembrá-lo:

Marc Bloch
Em
Introdução à história




“Uma palavra, em suma, domina e ilumina os nossos estudos: “compreender”.
Não afirmemos que o bom historiador é alheio às paixões; tem aquela, pelo menos.
Palavra essa, não tenhamos ilusões, cheia de dificuldades, mas também de esperança.
Palavra cheia, sobretudo, de amizade.
Até na ação julgamos de mais.
É tão cômodo gritar “à forca”!
Nunca compreendemos bastante.
Quem difere de nós – estrangeiro, adversário político – passa, quase necessariamente, por mau.
Mesmo para orientar as lutas inevitáveis, seria necessário um pouco mais de inteligência das almas; com mais forte razão se as queremos evitar, quando ainda é tempo.
A história, se renunciar ela mesma aos seus falsos ares de arcanjo, deve ajudar a curar-nos desta mania.
Ela é uma vasta experiência da diversidade humana, um longo encontro dos homens.
A vida, como a ciência, tem tudo a ganhar se o encontro for fraternal”.




BLOCH, Marc. Introdução à história. Trad. Maria Manuel Miguel e Rui Grácio. 2a. ed. Lisboa: Europa-América, 1974.



Essa postagem me deu um grande prazer, pois os parâmetros indicavam que ainda não havia na rede este trecho enquanto conteúdo para mecanismos de busca; e ter causado um interesse inesperado tanto no Brasil quanto em Portugal. Até hoje é bastante consultado.
Para coroar meu orgulho professoral, ainda recebi críticas de pessoas que não admitiam que Bloch tivesse uma posição tão avançada, possivelmente pessoas que estão na história para julgar...


Com essa mudança, eu aproveitava para me aprofundar em diversos trabalhos sobre sociedade e cultura, em busca das reflexões essenciais. O que me leva a continuar sempre estudando, coisa que gosto muito.

Veremos mais alguns casos onde penso ter contribuído...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SEARCH WORDS

Divagações sobre a criação e a administração deste blog.







Brincando com o Search Words.


O relatório Search Words é composto de uma relação de informações sobre o acesso dos visitantes sendo o mais recente o que aparece com o dígito 1. Como exemplo temos o 38:

38 enciclopédia einaudi - imaginação social google.com.br

No “Search Words” encontramos o registro de que o visitante 38 (a partir do mais recente) entrou com a expressão “enciclopédia einaudi – imaginação social” no mecanismo de busca Google.com.br.

Clicando neste dígito 38, aparecerá um resumo dos detalhes da visita, sendo que nem sempre ele tem acesso a todos.
No caso ele informa o Endereço de IP, mas não sabe precisar de onde,geograficamente, veio a consulta; que utilizou linguagem portuguesa; dados do sistema operacional utilizado; Browser, versão de Java.

Informa ainda que a visita começou as 9:57:27 pm e a última impressão de página foi nesse mesmo dia as 10:17:42 pm. Duração da visita 20 minutos e 15 segundos com 8 impressões de páginas (Page views).

Repete a expressão consultada e que foi no Google, mas dá a possibilidade de visualização da página com os linques sugeridos pelo Google. No caso em pauta, não temos esta lista pois a resposta selecionada foi escolhida no “estou com sorte”.

Concluindo com o linque da página que o leitor entrou no site e o da página que ele saiu.
Quando foram visitadas mais de uma página, ele fornecerá os linques de cada uma na sequência em que foram acessadas.

Com esta simples pesquisa, dependendo da imaginação do editor, já dá para brincar bastante.

Como veremos.